Pesquisa no blog

domingo, 19 de novembro de 2017

Nós somos uma alma ou possuímos uma?



Lucas Banzoli

I–Conceitos com relação à alma

Dualismo – A visão do ser humano no contexto imortalista é que este possui uma natureza dualista, isto é, tem um corpo e possui uma alma [nephesh, no hebraico, psiquê, no grego], que seria imortal e estaria presa dentro do corpo e que é liberta por ocasião da morte deste, indo imediatamente para o Céu ou para o inferno, durante toda a eternidade. Na ressurreição, apenas o corpo morto ressuscita, pois a alma imortal já está lá, liberta do corpo, há muito tempo, religando-se a este por ocasião da ressurreição dos mortos que se dá no momento da segunda vinda de Cristo (cf. 1Co.15:22,23).

Essa é a visão dualista da natureza humana, de imortalidade da alma. Noutras palavras, você é uma pessoa que tem outra “pessoa” dentro de você. A visão tricotomista do ser humano ensina o mesmo contraste dualista de corpo e alma e prega que nós somos um espírito, possuímos uma alma e moramos em um corpo. Portanto, ambas as visões – dualista e tricotomista – serão refutadas da mesma forma, visto que possuem os mesmos conceitos básicos sobre a constituição da natureza humana.

Holismo – O conceito holista da natureza humana prega, ao contrário da imortalidade, que o ser humano não tem uma alma: ele é uma alma. Ele vive como uma alma, ele morre como uma alma. Uma alma vivente significa apenas um “ser vivo”. Nós não temos uma alma imortal presa dentro do nosso corpo que é liberta por ocasião da morte. A morte é o último inimigo a ser vencido (pelo fator “ressurreição”), e não o libertador da “alma imortal” (cf. 1Co.15:26). Pessoas morrem, pessoas ressuscitam.

Corpo, alma e espírito são características da mesma pessoa e não pessoas separadas. O espírito é o princípio ativador da vida, é aquilo que dá animação ao corpo, é o sopro de Deus por meio do qual respiramos e somos seres (almas) viventes. É esse o simplismo bíblico sobre a criação da natureza humana, que elimina os complexos malabarismos propostos por Platão em sua tese sobre a natureza dualista e a sobrevivência da alma após a morte em um estado consciente.


II–Qual é o conceito correto?

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem tornou-se uma alma vivente” (cf. Gênesis 2:7)

Eis aí a passagem bíblica acerca da criação do ser humano, que nos dá um perfeito entendimento dos conceitos bíblicos de corpo, alma e espírito. É aqui que entra em cena algo muito desconhecido pela maioria das pessoas: biblicamente, o homem não tem uma alma, ele é uma alma. Ele “TORNOU-SE” uma alma e não “obteve” uma!  A alma é o que o homem passou a ser, e não o que ele obteve de Deus. O corpo é a alma em sua forma exterior. A ideia hebraica de personalidade é a de um corpo animado pelo fôlego de vida (espírito) que alimenta o corpo, e não de uma alma presa dentro deste corpo. Assim, podemos entender que:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra [corpo], e soprou em suas narinas o fôlego de vida [espírito], e o homem tornou-se uma alma vivente [alma]” (cf. Gênesis 2:7 – grifo meu)

A passagem bíblica que relata a criação do ser humano também nos deixa um sentido claro de corpo, alma e espírito. Nenhum é um elemento que Deus implantou no homem, imaterial e imortal, que saia dele após a morte, com consciência e personalidade. O espírito é tão somente o fôlego de vida que Deus soprou em nós e que o possuímos pela duração de nossas vidas terrenas. Nós permanecemos com este fôlego que nos concede respiração para continuarmos vivos durante a nossa existência terrestre, mas, quando este sopro se vai, as “almas viventes” tornam-se “almas mortas”.

O que retorna a Deus é o princípio de vida que ele soprou em nós a fim de conceder animação ao corpo formado do pó, e não uma alma imortal. Este princípio animador da vida é possuído tanto por homens como por animais (cf. Gn.6:17; Gn.7:21,22; Ec.3:19,20; Gn.7:15; Sl.104:29). Este princípio é garantido tanto aos seres humanos quanto aos animais pela duração de sua existência terrena. A alma, no conceito bíblico, é que o ser humano “tornou-se” e não “obteve”. Deus não colocou uma alma no homem. Por isso mesmo, morrendo o homem, morre a alma (cf. Nm.31:19; 35:15,30; Js.20:3, 9; Gn.37:21; Dt.19:6, 11; Jr.40:14, 15; Jz.16:30; Nm.23:10; Ez.18:4; Ez.18:21).

Já a visão dualista em sua totalidade defende que o sopro de vida que Deus soprou em nossas narinas é a própria alma imortal implantada no ser humano. Sendo assim, o sopro de Deus em nossas narinas é o espírito (alma) imortal implantado nele, totalmente independente do corpo, preso dentro dele e liberto após a morte, com consciência e personalidade. Sendo assim, a narrativa de Gênesis 2:7 deveria ser entendida da seguinte maneira:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra [corpo], e soprou em suas narinas o fôlego de vida [espírito/alma imortal], e o homem tornou-se uma alma vivente” (cf. Gênesis 2:7 – grifo meu)

Essa é, contudo, uma interpretação tendenciosa que deturpa completamente a clareza do texto bíblico. Não é necessário ser nenhum grande teólogo para perceber que tal interpretação é inválida pelo fato que adultera os sentidos primários de corpo, alma e espírito, que são deixados de maneira bem clara na narrativa da criação da natureza humana em Gênesis 2:7. Além de ignorar o fato de que a primeira vez que alma [nephesh] é mencionada na Bíblia é relacionado ao próprio ser humano como um todo, tornando-se uma alma e não obtendo uma, também altera nephesh para o meio do versículo quando na realidade ela é claramente relacionada ao final deste. Tudo não passa de uma completa manipulação bíblica textual.

A passagem da criação do homem coloca nephesh no fim do verso, e não no meio como querem os imortalistas. A alma é o que o homem “tornou-se”; o “espírito” é o que foi soprado nele para dar animação ao corpo formado do pó. Pelo fato de Deus não ter revelado a Moisés uma realidade dualista do ser humano, este narra simplesmente o princípio animador da vida dando animação a uma “alma vivente”. Esse total simplismo bíblico nega inteiramente que a natureza humana seja dualista, composta por uma alma imortal e por um corpo mortal. A revelação de Deus a Moisés incluiu apenas um corpo proveniente do pó tornando-se animado, sem qualquer tipo de alma sendo ingerida dentro da substância corporal para lhe conceder imortalidade.

Com a implantação do sopro de Deus em nossas narinas, o homem tornou-se uma “alma vivente”, e não uma “alma imortal”! Ora, se a interpretação correta fosse a dualista, então a sequência imediata de tal passagem seria que o homem tornou-se (ou melhor, “obteve”) uma “alma imortal”, “imaterial”, pois o termo “alma vivente” após a implantação do espírito-ruach implica que pode se tornar “alma morta” após a retirada do espírito-ruach. Isso é somente lógica.

Quando a Bíblia diz que em resultado do sopro divino “o homem tornou-se uma alma vivente”, ela está dizendo apenas que o corpo formado literalmente do pó da terra ganhou animação e se fez um ser vivo, que respira – nada além disso. O sangue (vitalidade da alma – cf. Lv.17:11; Gn.9:4,5) começou a circular, o cérebro começou a raciocinar e o coração a bater, com todos os sinais ativados. O homem tornou-se uma “alma vivente”, ou seja, ou ser vivo, que deixa de existir na morte e volta à existência na ressurreição gloriosa.

Não houve um componente imaterial e imortal colocado no ser humano. Declarado em termos simples, “uma alma vivente” significa “um ser vivo”, e não “uma alma imortal”! Evidentemente a alma é considerada “vivente” enquanto vive, passando a ser “alma morta” por ocasião da retirada do fôlego de vida [espírito] no falecimento. Uma alma vivente significa simplesmente um ser vivo, que morre. Alma é vista como a natureza humana como um todo, e não como uma parte do ser humano separada do corpo e presa dentro deste.

A forte tentativa de ignorar o simplismo bíblico no relato da criação humana não provém de alguma razão teológica (de fato, os imortalistas fazem de tudo para colocar uma “alma imortal” no relato da criação onde não aparece nada disso), mas sim porque negam em aceitar o fato óbvio de que a narração da criação traz uma natureza holista e não dualista do ser humano. Isso, evidentemente, os faria negar a sua crença de que Deus tenha implantado no homem um elemento eterno lhe concedendo imortalidade, o que daria um fim na doutrina do “estado intermediário” e do tormento eterno.

Que nephesh não é o próprio espírito [ruach, no hebraico] implantado no ser humano com imortalidade e personalidade, isso fica muito bem claro na Bíblia Sagrada, embora sejam coerentes em alguns de seus sentidos secundários. A ignorância em aceitar o sentido claro de corpo, alma e espírito de acordo com a Bíblia segundo Gênesis 2:7 causa, além de adulterações no sentido do texto, uma confusão ainda maior para solucionar os problemas depois, por causa da interpretação tendenciosa e errônea por parte dos dualistas.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Essa é para você

Deem-lhes vocês algo para comer” (Lucas 9.13).
Ali estão eles sentados, os cinco mil. Ninguém pensa em sair dali, pois o Rabi, que eles chamam de Jesus de Nazaré, tem uma pregação poderosa. Com muita atenção eles ouvem suas palavras. Elas ressoam em seus corações com muito poder, pois ele lhes diz exatamente aquilo que eles estavam procurando: a mensagem do amor de Deus. Nunca antes eles tinham ouvido isso.
Numa outra ocasião, o Senhor Jesus reuniu os discípulos e disse:
Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” Marcos 8.2-3
Vieram de longe. E as provisões para a viagem já estavam há muito tempo consumidas. Sabemos a maneira maravilhosa pela qual o Senhor Jesus resolveu esse problema, naquela ocasião. Ele serviu pão até que todos estivessem satisfeitos. Que milagre grandioso! Que Senhor maravilhoso!
Agora eu gostaria de dirigir toda a sua atenção para esse maravilhoso e onipotente Senhor Jesus. Você se deu conta de que está tratando com o seu Salvador, cujo coração também está muito preocupado com a situação que você enfrenta no momento? Ele conhece todos os seus caminhos e sabe a respeito de cada hora da sua vida cotidiana tão árdua. Não se assuste diante das catastróficas notícias assustadoras e das crises! Não é o que deveria acontecer? O Senhor Jesus não anunciou isso já há muito tempo?
Em momento algum Deus consentiu que seus filhos se desesperassem amedrontados. Pelo contrário. É ele quem mantém o cetro do poder em mãos! Por isso, não tema, não se preocupe! Você perceberá que o Senhor, em sua plenitude, servirá “pão até que você fique satisfeito”. Os rios do Senhor têm água em abundância e suas fontes nunca secam. Assim, a sua alma é fortalecida com novas forças e com novo ânimo para vencer. A sua fé receberá um novo impulso fortalecedor.
Como o nosso Senhor Jesus é amoroso e sensível! Olhando para o povo fatigado, ele disse: “... alguns deles vieram de longe”. Quantos quilômetros eles caminharam com uma só ideia em mente: precisamos ver esse maravilhoso Rabi Jesus! Para Jesus não há alegria maior do que ver pessoas procurando por ele com sinceridade. Por isso a Bíblia diz: “Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração” (2Crônicas 16.9).
O seu Salvador, que deu a vida por você, jamais o abandonará. Por isso, novamente dedique seu coração a ele. Afaste-se de tudo o que não agrada ao Senhor Jesus. Então a sua visão de fé ficará clara novamente e ele irá preenchê-lo com uma nova alegre expectativa. Então você poderá novamente chegar diante do trono da graça e lembrá-lo dessa maravilhosa promessa: “... o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mateus 6.32).
O que fazer com as preocupações? O que fazer com as perguntas não respondidas? O que fazer com o medo pela saúde, futuro, igreja, família e existência? O que fazer com toda a tristeza que tantas vezes nos assedia? Você bem sabe: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pedro 5.7). Isso se refere também às “pontas de estoque” antigas e das amargas lembranças. Por isso, coloque tudo, mas tudo mesmo, sobre o seu Senhor e deixe por lá, de uma vez por todas! Querido(a) filho(a) de Deus, você pode contar com a afetuosa misericórdia do Senhor!
O seu Salvador, que deu a vida por você, jamais o abandonará.
Quantas vezes lembrei-me do fiel homem de Deus, Georg Müller, pai dos órfãos de Bristol. Sua confiança no seu Pai celestial era inegavelmente grande. Quando ele orava, colocava seu dedo em determinadas passagens da Bíblia. Não demorava, e havia um furo na folha da Bíblia.
Eu acho que nós falhamos em não lembrar suficientemente ao nosso Pai celestial sobre suas maravilhosas promessas. No entanto, ele fica honrado quando lhe dizemos, com esperança e fé sincera: “Pai, tu o disseste!”.
Não, Deus não consegue mentir. Ele não consegue decepcionar aqueles que confiam tudo a ele. Tudo! Por isso, saia do porão da opressão. Seja ousado em andar na luz. O Senhor Jesus o iluminará. Ele aplainará os seus caminhos, de maneira que você possa caminhar com segurança.
Manfred Paul

http://www.chamada.com.br/meditacoes/amado_guiado_realizado/essa_e_para_voce.html
Manfred Paul é autor de muitos livros, folhetos e brochuras que foram distribuídos em mais de 30 países, encorajando milhões de pessoas. Casado há mais de 50 anos, tem 3 filhos e 10 netos. Foi Diretor e encarregado das missões da organização internacional Janz Team (agora TeachBeyond), em Lörrach, Alemanha. Por 24 anos foi evangelista e líder espiritual da missão Werner Heukelbach, onde pregou na Alemanha e no exterior. Também participou de transmissões de rádio em diversos países, como Alemanha, Rússia e Equador. Aos 76 anos, ele não pensa na bem merecida aposentadoria. Toda a sua vida está a serviço do Senhor Jesus Cristo.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A Fé desigrejada.



Vivemos tempos em que as mudanças são tantas que até neologismos precisam ser inventados para dar conta de apreender parte do que está acontecendo. Elas abarcam todas as áreas da vida e conhecimento e, para não ser exceção (ainda que alguns queiram que assim seja), também afetam as igrejas e a maneira como se tem pensado a fé e vivido a vida cristã.
É verdade que o anúncio e os ensinos feitos por Jesus foram uma revolução para o modelo engessado e hierárquico da religiosidade sacerdotal e templária. Quando Ele disse que iria destruir o templo, Ele o fez de forma concreta, mas alternativa, na afirmação feita à Samaritana. Diante da pergunta por ela feita se o lugar certo para adorar a Deus era no monte em Samaria ou no Templo em Jerusalém, Jesus deu a resposta: “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Com isto Ele destronava o local geográfico da adoração e o colocava na atitude do adorador.
Esta Sua colocação, ao que tudo indica, não foi compreendida pelos apóstolos, uma vez que Pedro, Tiago e outros, se reuniam no templo e faziam do cristianismo uma extensão ou reforma ao judaísmo. O cristianismo primitivo (talvez o correto seja dizer de cristianismo primitivos, porque houve muitas formas de se entender e viver a fé), de uma postura orgânica e não-institucional, sentiu a necessidade de, aos poucos, ir elaborando suas crenças e sistematiza-las. Os grandes embates nos primeiros séculos foram no sentido da afirmação da fé genuína e a condenação das heresias.
Com isto, a igreja se institucionalizou, fortaleceu e afirmou a “verdade” e condenou as “heresias”. Verdade era o que a instituição afirmava. Heresia o que os alternativos diziam. Era a verdade do poder eclesial.
Com a reforma houve uma verdade alternativa, também institucionalizada nas igrejas reformadas e no poder de sistematização dos reformadores.
Este modelo se construiu e se sustentou nas igrejas reformadas na base do tripé: confissão de fé (condensado das afirmações da instituição), pregação monológica de um educado em teologia e disciplina dos que se aventuravam por caminhos não confessionais. Na Católica a base era a autoridade papal e episcopal, a celebração dos sacramentos e a aplicação da excomunhão.
Desde a Reforma as igrejas protestantes e históricas obedecem a este modelo. Com o advento das igrejas pentecostais, a pregação cedeu a preeminência para os testemunhos. Mesmo assim, o modelo monológico foi praticado à exaustão. A igreja é formada, então de “ouvintes” e não de participantes. Uma igreja de uma boca e muitas orelhas!
Este modelo vem ruindo com a nova geração, mais afeita às redes sociais e à possibilidade de dar a opinião. Os pastores engravatados estão perdendo autoridade e influência para jovens que postam suas convicções nas redes sociais, sem nenhum compromisso com a história do pensamento cristão e com a lógica. A nova igreja se reúne nos Facebooks, Tweetes  e Youtubes, cada qual falando o que quiser, e com uma enxurrada de críticas, muitas ácidas. É o evangelho “segundo o que penso”. “Eu sou a verdade”.
Onde isto vai dar? É o que teólogos, estudiosos, cristãos com mais de 40 anos estão se perguntando. Seria um modelo de fé “desigrejada”, sem a comunhão com os outros?
Se alguém souber a resposta, por favor, me avise e compartilhe.

Marcos Inhauser
http://inhauser.blogspot.com.br/2017/09/a-fe-desigrejada.html?m=1

domingo, 3 de setembro de 2017

Porque todos os arminianos são calvinistas

Resultado de imagem para arminiano e calvinista



por Mark Jones

Quero apresentar um argumento contra o arminianismo baseado em uma falha interna dentro do esquema arminiano de predestinação.
Meu argumento, em poucas palavras:
“A posição arminiana sobre a predestinação é inescapavelmente calvinista (mais ou menos). Por causa disso, a única opção é aceitar o teísmo aberto ou o calvinismo”.
No século XVI, o teólogo católico romano e jesuíta Luis de Molina (1535–1600) propos a ideia do conhecimento médio, mais tarde adotada (mas modificada) por Jacob Armínio (1560–1609).
Essa posição ficou conhecida como Molinismo. Pode ser que o “conhecimento médio” de Molina refere-se a liberdade de escolha, não predestinação. Mais tarde, os arminianos sequestraram o conhecimento médio de Molina para seus propósitos pessoais. Em outras palavras, Molina não é o vilão que presumimos, o que coloca os arminianos em uma posição precária de serem meio que inovadores.
Geralmente, os arminianos defendem que Deus poderia saber, antes de escolher indivíduos, o que um certo número de seres humanos, que são livres, fariam em certas circunstâncias. Em outras palavras, Deus sabe o que acontecerá e o que poderia acontecer sob certas condições.
Como resultado, para o arminiano, Deus elege baseado em seu “conhecimento médio” de que certos indivíduos responderão favoravelmente ao evangelho sob circunstâncias específicas. Deus não elege independente e incondicionalmente em Cristo, mas “reage” à escolha de um ser finito, a qual ele conheceu de antemão. Ele escolhe baseado em um condição futura (escolha).
Se a presciência de Deus depende de condicionais futuras, devemos perguntar se ela é ignorante em algum sentido (daí, o “teísmo aberto”). Mas, isso é um assunto pra outra hora.
No esquema arminiano, Deus “vê” o que aconteceria baseado em uma condicional futura e, então, escolhe com base no que ele “vê” acontecer em um mundo puramente condicional. Nesse esquema, Deus conhece condicionais condicionalmente.
Em resumo, o arminianismo introduz uma categoria separada, na qual a decisão humana se torna o fator causal que determina o evento. Essa é uma forma de semi-pelagianismo.
Entretanto, há uma falha para a qual eu gostaria de chamar atenção neste esquema, e uma que não vi ainda proposta antes. Pode ser que alguém tenha feito isso, mas não li ainda esse argumento em particular.

A Falha

Primeiro, certamente todos nós concordamos que Deus tem conhecimento de todos os mundos possíveis. Seu conhecimento não é limitado a um mundo, mas a todos os mundos possíveis no qual há um número infinito de possibilidades (por exemplo, não há cachorros em um certo mundo).
Por causa de sua liberdade absoluta, Deus não foi coagido a criar esse mundo particular em que vivemos. Teoricamente, ele poderia ter criado um mundo diferente em particular com base em seu conhecimento de um número infinito de outros mundos possíveis.
Ao eleger com base em uma condição futura, Deus está elegendo com base em um certo mundo possível que, então, ele escolhe trazer à existência. Daí, este mundo em que vivemos.
Neste mundo (i.e., um mundo possível A), ele escolhe a {pessoa x} com base na fé prevista.
Mas, neste mesmo mundo, ele não escolhe a {pessoa y} porque não houve fé prevista.
A pessoa x está predestinada à vida eternal, mas a pessoa y não está. Tudo porque a pessoa x creu (pela liberdade de sua vontade) com base em uma condicional futura.
Entretanto, em outro mundo possível (i.e., mundo possível B), a {pessoa y} crê, enquanto a {pessoa x} não.
Devemos nos perguntar o seguinte:
Por que Deus escolheu trazer à existência o mundo possível A, mas não o mundo possível B?
Ele escolheu assim, diz o calvinista, por causa de sua decisão livre e soberana de criar o mundo possível A, mas não o mundo possível B. Mas, o arminiano deve conceder que Deus, assim, elege um mundo no qual alguns creem e outros não, quando ele poderia ter eleito um mundo diferente no qual os resultados seriam diferentes. No final, a eleição ainda é, em última análise, escolha de Deus.
Deus poderia ter trazido à existência o mundo possível B? Claro. O fato de que ele não traz à existência o mundo possível B mostra que, portanto, ele está elegendo a {pessoa x} e não a {pessoa y} porque ele poderia ter criado um mundo possível diferente (mundo possível B) onde a {pessoa y} seria salva.
No fim, para o arminiano, Deus ainda elege. Ele elege um certo mundo no qual alguns têm a fé prevista e outros não, quando, de fato, ele poderia ter escolhido criar um mundo diferente em que pessoas diferentes seriam salvas. O arminiano não consegue escapar da eleição soberana. Em certo sentido, o arminiano ainda é um calvinista, ainda que um “calvinista anônimo”.
Claro, o conhecimento médio é uma bobagem. É semi-pelagiano. Ele se rende ao deus da liberdade humana e torna Deus um servo dos homens. Mas, mesmo quando isso é feito, o arminiano não pode escapar de uma forma de calvinismo onde, em última análise, Deus elege com base em sua escolha soberana. Não surpreende, então, que tantos arminianos tenham se tornado socinianos ou virado teístas abertos. Ou eles se voltam para Leibniz e argumentam que Deus escolheu este mundo porque é o melhor de todos os mundos possíveis.

5 razões pelas quais adolescentes precisam de Teologia

young woman lying on grass in garden reading books



por Jaquelle Crowe

O mundo pode ser muito confuso para os adolescentes. Estamos crescendo em um contexto de mudança moral, em que os desafios mais urgentes e os críticos culturais em destaque estão sempre mudando e em conflito. Nós vemos escândalos, terrorismo, Trump, nova ética sexual e intensas tenções raciais. Então, pensamos: o que devo pensar sobre tudo isso?
A sociedade secular dá suas respostas, que nunca são compatíveis com cosmovisão cristã.
Eu vejo uma melhor ferramenta para encontrar respostas para as perguntas dos cristãos adolescentes, como eu: teologia.
Por que teologia para adolescentes?
Tenho certeza que você sabe o que teologia é. Mas, às vezes, as pessoas têm visões obscurecidas de algumas palavras por causa de experiências passadas. Quero que saiba que estou falando da mais simples definição de teologia: o estudo sobre Deus.
Como seguidora de Jesus, eu acredito que estudar o caráter de Deus é o que os adolescentes precisam para encararmos nosso terrível e complicado mundo.  Isso é o que nos dará esperança para lidarmos com nosso futuro, tendo um firme comprometimento com a verdade de Deus.
Deixe-me explicar como a teologia responde nossas grandes questões e vai ao encontro de nossas maiores necessidades. Claro, isso será apenas um breve começo, mas já é o primeiro passo.
  1. Estudar a justiça de Deus nos equipa para fazermos o que é certo
Na Palavra de Deus, nós descobrimos que Deus odeia o mal (Zacarias 8.16-17) e ama a verdade. Ele se importa com os oprimidos e desamparados. Ele valoriza todas as vidas.
Saber do caráter de Deus dá aos adolescentes a direção de como fazer justiça também. Faz com que nós lutemos pelos oprimidos e sem voz, e falemos contra a injustiça que vemos. Mostra a importância de nos colocarmos sob as autoridades levantadas por Deus – nossos pais, pastores, professores e governantes. E isso alimenta nossa obediência à palavra de Deus, como padrão último de justiça.
  1. Estudar o amor de Deus nos dá a base para nossos relacionamentos
Deus ama seu povo incondicionalmente (Neemias 1.5; João 16.27). Ele não demonstra favoritismo, e seu amor nunca é egoísta. Nem pode ser parado e não se esgota, pois ele é imerecido.
Conhecer o caráter de Deus compele os adolescentes a amarem ao próximo, por causa do amor de Deus por nós. Ele nos compele a amarmos aqueles que são difíceis de serem amados – desde o Estado Islâmico aos que fazem bullying na escola -, mesmo que odiando o pecado. Ele nos compele a lutar contra o racismo, sexismo e outros “ismos” que minam o valor inerente de todos os seres humanos. Ele nos compele a termos compaixão e misericórdia.
  1. Estudar a santidade de Deus revela quem nós somos e qual é o nosso propósito
Uma vez que Ele é supremamente perfeito e totalmente separado de nós (2 Samuel 22.31), Deus odeia o pecado (Amós 6.8). Agarrar a beleza de sua santidade, ajuda os adolescentes entenderem o nosso próprio pecado e a necessidade de estarmos constantemente lutando contra ele. Dá-nos uma perspectiva mais bíblica e realista do mundo. Ela nos leva a nos arrependermos de nossos pecados e procurarmos prestarmos conta aos mais velhos e mais sábios. Ela também demonstra para nós como buscar ativamente a santidade – nas mídias sociais, na escola, no trabalho, com os pais e amigos e em todas as esferas da vida.
  1. Estudar a soberania de Deus nos dá a resposta em meio à confusão cultural
Deus não é caótico, caprichoso e imprevisível; ele está no perfeito controle do universo (Atos 2.23). Saber dos atributos de Deus, faz com quem os adolescentes não cresçam desanimados com o mundo. Quando a política parece sem esperança, quando os terroristas atacam ou quando tiramos uma nota injusta, nós adolescentes podemos nos contentar nessas circunstâncias, pois Deus reina. Quando perguntamos “Por que isso está acontecendo comigo?” ou “Será que Deus se importa com minha vida?”, sua soberania é a nossa resposta. C.S. Lewis explicou bem isso:
“Agora eu sei, Senhor, porque não me respondes. És a própria resposta. Perante tua face, as dúvidas desaparecem. Haveria outra resposta que satisfizesse?”
  1. Estudar a bondade de Deus nos conforta quando sofremos
Deus não é mal. Ele não é um estraga prazeres, brincando com nossas vidas, como em um cruel jogo de tabuleiro (Marcos 10.18). Ele é completamente bom, totalmente amável, e, sempre, faz o que é certo e o que é melhor para nós.
Conhecer o caráter de Deus dá aos adolescentes uma rocha firme para a fé, durante o sofrimento. Adolescentes podem ter paz sobre o futuro incerto. Podemos ter certeza da nossa salvação e combater as pressões que as dúvidas trazem. Podemos confiar em Deus em nossas confusões, problemas e falhas com uma segurança inabalável de sua bondade.
Ensina-nos o que precisamos
Eu tenho 18 anos. Estudei e fui ensinada sobre teologia durante toda a minha vida. Isso me forneceu algumas coisas: um rico relacionamento com Deus; um relacionamento mais forte e submisso com meus pais; um discernimento maior nos relacionamentos com meus amigos; uma abordagem mais edificante às mídias sociais; um desejo zeloso em fazer meu melhor na escola; uma cosmovisão bíblica; uma maior visão sobre o meu futuro; uma maior paixão por seguir a Deus, custe o que custar.
Eu quero essa vida para todos os adolescentes, e eu acredito que você também. Então, pais, pastores, líderes de mocidade, membros da igreja, por favor, ensinem teologia para nós. Mais do que qualquer coisa, nós precisamos conhecer a Deus. Ele é a resposta para as nossas dúvidas, a solução para nossos problemas, o único que merece nossa adoração e confiança.
Nós precisamos dele, o que significa que precisamos ser ensinados sobre ele.
O que significa que precisamos de teologia.
Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
http://reforma21.org/artigos/5-razoes-pelas-quais-adolescentes-precisam-de-teologia.html

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tudo posso naquele que me fortalece

William MacDonald
“...tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
É muito fácil entender mal um versículo assim. O lemos e imediatamente pensamos em centenas de coisas que não conseguimos fazer. No mundo físico, por exemplo, pensamos em alguma acrobacia ridícula que exigiria poderes sobre-humanos. Ou pensamos em alguma grande proeza mental que está muito além de nós. Então estas palavras se tornam uma tortura para nós, ao invés de um conforto.
O que o versículo na verdade quer dizer, claro, é que o Senhor nos dará poder para fazer qualquer coisa que Ele queira que façamos. Dentro do círculo da Sua vontade não há impossibilidades.
Pedro sabia deste segredo. Ele sabia que, por si só, não poderia andar sobre as águas. Porém, também sabia que se o Senhor lhe havia dito para fazê-lo, ele conseguiria. Assim que Jesus disse “Venha”, Pedro saiu do barco e caminhou sobre as águas até Ele.
Normalmente uma montanha não vai se lançar ao mar ao meu comando. No entanto, se esta montanha estiver entre mim e o cumprimento da vontade de Deus, então posso dizer “Saia do caminho” e ela o fará.
O ponto central é que “Sua vontade é Sua capacidade”. Portanto, Ele proverá a força para enfrentarmos qualquer desafio. Ele me capacitará para resistir a cada tentação e vencer cada hábito. Ele me fortalecerá para ter uma vida de pensamentos limpos, motivos puros e para sempre fazer aquilo que agrada ao Seu coração.
Se não tenho forças para fazer algo, se me vejo ameaçado por um colapso físico, mental ou emocional, então eu talvez deva questionar-me se por acaso entendi mal Sua vontade e estou seguindo meus próprios desejos. É possível fazer para Deus o que não é de Deus. Tais obras não carregam a promessa do Seu poder.
Por isso é importante saber que estamos seguindo a corrente do Seu plano. Então podemos ter a alegre certeza de que Sua graça irá nos sustentar e capacitar.

William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

10 coisas que você deveria saber sobre os atributos de Deus


por Mark Jones

  1. Deus é simples.

O que isso significa é: Deus é livre de toda composição; Ele não é a soma de suas partes. Não há uma coisa e outra em Deus. Pelo contrário, Deus é tudo quanto há em Deus. Ele é absoluto, o que significa não há distinções em seu ser.
  1. Quando falamos de seus atributos, devemos ter em mente que, porque sua essência permanece indivisa, sua bondade é seu poder.

Ou: o amor de Deus é seu poder que é sua eternidade que é sua imutabilidade que é sua onisciência que é sua bondade e assim por diante. Em outras palavras, tecnicamente não existe algo como atributos (plural), mas somente a essência simples e indivisa de Deus. Por que isso é importante? A simplicidade de Deus nos ajuda a entender que existe perfeita consistência nos atributos de Deus.
  1. Deus é infinito.

A infinidade de Deus é como um “metra-atributo”, como a simplicidade, no sentido de que qualifica todos os outros atributos. Infinidade significa que não há limite nas perfeições de Deus. Quando consideramos os atributos de Deus, devemos sempre considerá-los infinitos. Sua infinidade é um conceito positivo, de forma que devemos dizer que seus atributos são intensiva e qualitativamente infinitos. A infinidade de Deus é o sentido mais elevado de perfeição. “Ainda por concluir” (ou “indefinido”) é uma maneira imprópria de entender o infinito com relação a Deus. Pelo contrário, sem limites, graus ou fronteiras, Deus conhece infinitamente e é uma esfera cujo centro está em todos os lugares e a circunferência em lugar algum. Ele está tão presente em nosso meio quanto está longe de nós no universo. Todavia, embora ele esteja presente em um lugar, ele nunca está confinado a algum lugar.
  1. Deus é eterno.

Primeiro, sua eternidade é diferente do estado eterno experimentado por humanos ou anjos, os quais foram todos criados no tempo. O tempo tem um começo com uma sucessão de momentos, mas Deus não tem começo, sucessão de momentos ou fim. A eternidade de Deus revela sua natureza atemporal e imutável (porém não estática). Como os teólogos do passado argumentaram, a declaração “o tempo começou com a criatura” soa mais verdadeira que “a criatura começou com o tempo”.
  1. Deus é imutável.

Deus é o que ele sempre foi e será (Tiago 1.17). Por causa de sua simplicidade, sua eternidade requer sua imutabilidade. A eternidade diz respeito à duração de um estado, enquanto imutabilidade é o próprio estado. Imutabilidade em Deus significa não somente que ele não muda, mas também que ele não pode mudar (Sl 102.26).
  1. Deus é independente.

A independência de Deus é sua suficiência. A partir de sua autossuficiência há dons o bastante, naturais e sobrenaturais, para satisfazer todas as criaturas que já vieram à existência. O Pai, o Filho e o Espírito Santo satisfazem um ao outro. Porque fazem isso eterna e imutavelmente em amorosa comunhão, eles podem satisfazer outros com quem eles têm comunhão em amor. Se houvesse mundos infinitos de criaturas amorosas, todas desejando felicidade em Deus, ele poderia tão facilmente abençoar todas como abençoar uma. Ele é todo vida, de forma que todos fora dele derivam vida dele.
  1. Deus é onipotente.

Ao discutir o poder de Deus, os teólogos tipicamente distinguem entre seu poder absoluto e seu poder ordenado. Poder absoluto refere-se ao que Deus pode possivelmente fazer mas não necessariamente faz. Ele poderia criar um bilhão de mundos de criatura vivas, e decidir não criar. O poder ordenado de Deus denota o que ele realmente decretou de acordo com sua vontade e, então, providencialmente cumpre. Com esse vocabulário, não estamos estabelecendo dois poderes distintos em Deus, mas entendendo sua onipotência por meio da aplicação (poder ordenado) e não-aplicação (poder absoluto). O poder de Deus também deve ser entendido como “governado” por ou exercido de acordo com sua natureza. Seu poder deve ser um poder bom.
  1. Deus é amor.

Há três tipos de amor externo exercidos por Deus:
  • O amor universal de Deus por todas as coisas: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Sl 145.9). Mesmo as criaturas da terra são beneficiárias do amor de Deus.
  • O amor de Deus por todos os seres humanos, eleitos e réprobos: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.44-45). Deus ainda ama uma pessoa que o odeia e rejeita, garantindo-lhe até a capacidade de manifestar esse ódio em pensamentos, palavras e ações.
  • O amor especial de Deus por seu povo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9).
  1. Deus se relaciona conosco antropomorficamente.

Quase tudo o que pertence aos seres humanos nas Escrituras também é atribuído a Deus. A Bíblia fala da “face” de Deus (Ex 33.20), dos “olhos” e “pálpebras” (Sl 11.4), “ouvido” (Is 59.1), “narinas” (Is 65.5), “boca” (Dt 8.3), “lábios” (Is 30.27), “língua” (Is 30.27), “dedo” (Ex 8.19) e muitas outras partes do corpo. A Bíblia é antropomórfica de capa a capa. Deus acomoda-se a nós na Escritura e, às vezes, apropria-se de um vocabulário que nos ajuda a entender certas verdades sobre ele.
  1. Os atributos de Deus brilham mais claramente na pessoa e obra de Cristo.

Ele é a imagem do Deus invisível. Cristo revela o Pai a seu povo. Na vida, morte e ressurreição de Cristo, vemos os atributos de Deus manifestos por toda a parte. Conhecer a Deus é conhecer a Deus por meio de Jesus Cristo.
Traduzido por Reforma21 | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.