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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A Fé desigrejada.



Vivemos tempos em que as mudanças são tantas que até neologismos precisam ser inventados para dar conta de apreender parte do que está acontecendo. Elas abarcam todas as áreas da vida e conhecimento e, para não ser exceção (ainda que alguns queiram que assim seja), também afetam as igrejas e a maneira como se tem pensado a fé e vivido a vida cristã.
É verdade que o anúncio e os ensinos feitos por Jesus foram uma revolução para o modelo engessado e hierárquico da religiosidade sacerdotal e templária. Quando Ele disse que iria destruir o templo, Ele o fez de forma concreta, mas alternativa, na afirmação feita à Samaritana. Diante da pergunta por ela feita se o lugar certo para adorar a Deus era no monte em Samaria ou no Templo em Jerusalém, Jesus deu a resposta: “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Com isto Ele destronava o local geográfico da adoração e o colocava na atitude do adorador.
Esta Sua colocação, ao que tudo indica, não foi compreendida pelos apóstolos, uma vez que Pedro, Tiago e outros, se reuniam no templo e faziam do cristianismo uma extensão ou reforma ao judaísmo. O cristianismo primitivo (talvez o correto seja dizer de cristianismo primitivos, porque houve muitas formas de se entender e viver a fé), de uma postura orgânica e não-institucional, sentiu a necessidade de, aos poucos, ir elaborando suas crenças e sistematiza-las. Os grandes embates nos primeiros séculos foram no sentido da afirmação da fé genuína e a condenação das heresias.
Com isto, a igreja se institucionalizou, fortaleceu e afirmou a “verdade” e condenou as “heresias”. Verdade era o que a instituição afirmava. Heresia o que os alternativos diziam. Era a verdade do poder eclesial.
Com a reforma houve uma verdade alternativa, também institucionalizada nas igrejas reformadas e no poder de sistematização dos reformadores.
Este modelo se construiu e se sustentou nas igrejas reformadas na base do tripé: confissão de fé (condensado das afirmações da instituição), pregação monológica de um educado em teologia e disciplina dos que se aventuravam por caminhos não confessionais. Na Católica a base era a autoridade papal e episcopal, a celebração dos sacramentos e a aplicação da excomunhão.
Desde a Reforma as igrejas protestantes e históricas obedecem a este modelo. Com o advento das igrejas pentecostais, a pregação cedeu a preeminência para os testemunhos. Mesmo assim, o modelo monológico foi praticado à exaustão. A igreja é formada, então de “ouvintes” e não de participantes. Uma igreja de uma boca e muitas orelhas!
Este modelo vem ruindo com a nova geração, mais afeita às redes sociais e à possibilidade de dar a opinião. Os pastores engravatados estão perdendo autoridade e influência para jovens que postam suas convicções nas redes sociais, sem nenhum compromisso com a história do pensamento cristão e com a lógica. A nova igreja se reúne nos Facebooks, Tweetes  e Youtubes, cada qual falando o que quiser, e com uma enxurrada de críticas, muitas ácidas. É o evangelho “segundo o que penso”. “Eu sou a verdade”.
Onde isto vai dar? É o que teólogos, estudiosos, cristãos com mais de 40 anos estão se perguntando. Seria um modelo de fé “desigrejada”, sem a comunhão com os outros?
Se alguém souber a resposta, por favor, me avise e compartilhe.

Marcos Inhauser
http://inhauser.blogspot.com.br/2017/09/a-fe-desigrejada.html?m=1

domingo, 3 de setembro de 2017

Porque todos os arminianos são calvinistas

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por Mark Jones

Quero apresentar um argumento contra o arminianismo baseado em uma falha interna dentro do esquema arminiano de predestinação.
Meu argumento, em poucas palavras:
“A posição arminiana sobre a predestinação é inescapavelmente calvinista (mais ou menos). Por causa disso, a única opção é aceitar o teísmo aberto ou o calvinismo”.
No século XVI, o teólogo católico romano e jesuíta Luis de Molina (1535–1600) propos a ideia do conhecimento médio, mais tarde adotada (mas modificada) por Jacob Armínio (1560–1609).
Essa posição ficou conhecida como Molinismo. Pode ser que o “conhecimento médio” de Molina refere-se a liberdade de escolha, não predestinação. Mais tarde, os arminianos sequestraram o conhecimento médio de Molina para seus propósitos pessoais. Em outras palavras, Molina não é o vilão que presumimos, o que coloca os arminianos em uma posição precária de serem meio que inovadores.
Geralmente, os arminianos defendem que Deus poderia saber, antes de escolher indivíduos, o que um certo número de seres humanos, que são livres, fariam em certas circunstâncias. Em outras palavras, Deus sabe o que acontecerá e o que poderia acontecer sob certas condições.
Como resultado, para o arminiano, Deus elege baseado em seu “conhecimento médio” de que certos indivíduos responderão favoravelmente ao evangelho sob circunstâncias específicas. Deus não elege independente e incondicionalmente em Cristo, mas “reage” à escolha de um ser finito, a qual ele conheceu de antemão. Ele escolhe baseado em um condição futura (escolha).
Se a presciência de Deus depende de condicionais futuras, devemos perguntar se ela é ignorante em algum sentido (daí, o “teísmo aberto”). Mas, isso é um assunto pra outra hora.
No esquema arminiano, Deus “vê” o que aconteceria baseado em uma condicional futura e, então, escolhe com base no que ele “vê” acontecer em um mundo puramente condicional. Nesse esquema, Deus conhece condicionais condicionalmente.
Em resumo, o arminianismo introduz uma categoria separada, na qual a decisão humana se torna o fator causal que determina o evento. Essa é uma forma de semi-pelagianismo.
Entretanto, há uma falha para a qual eu gostaria de chamar atenção neste esquema, e uma que não vi ainda proposta antes. Pode ser que alguém tenha feito isso, mas não li ainda esse argumento em particular.

A Falha

Primeiro, certamente todos nós concordamos que Deus tem conhecimento de todos os mundos possíveis. Seu conhecimento não é limitado a um mundo, mas a todos os mundos possíveis no qual há um número infinito de possibilidades (por exemplo, não há cachorros em um certo mundo).
Por causa de sua liberdade absoluta, Deus não foi coagido a criar esse mundo particular em que vivemos. Teoricamente, ele poderia ter criado um mundo diferente em particular com base em seu conhecimento de um número infinito de outros mundos possíveis.
Ao eleger com base em uma condição futura, Deus está elegendo com base em um certo mundo possível que, então, ele escolhe trazer à existência. Daí, este mundo em que vivemos.
Neste mundo (i.e., um mundo possível A), ele escolhe a {pessoa x} com base na fé prevista.
Mas, neste mesmo mundo, ele não escolhe a {pessoa y} porque não houve fé prevista.
A pessoa x está predestinada à vida eternal, mas a pessoa y não está. Tudo porque a pessoa x creu (pela liberdade de sua vontade) com base em uma condicional futura.
Entretanto, em outro mundo possível (i.e., mundo possível B), a {pessoa y} crê, enquanto a {pessoa x} não.
Devemos nos perguntar o seguinte:
Por que Deus escolheu trazer à existência o mundo possível A, mas não o mundo possível B?
Ele escolheu assim, diz o calvinista, por causa de sua decisão livre e soberana de criar o mundo possível A, mas não o mundo possível B. Mas, o arminiano deve conceder que Deus, assim, elege um mundo no qual alguns creem e outros não, quando ele poderia ter eleito um mundo diferente no qual os resultados seriam diferentes. No final, a eleição ainda é, em última análise, escolha de Deus.
Deus poderia ter trazido à existência o mundo possível B? Claro. O fato de que ele não traz à existência o mundo possível B mostra que, portanto, ele está elegendo a {pessoa x} e não a {pessoa y} porque ele poderia ter criado um mundo possível diferente (mundo possível B) onde a {pessoa y} seria salva.
No fim, para o arminiano, Deus ainda elege. Ele elege um certo mundo no qual alguns têm a fé prevista e outros não, quando, de fato, ele poderia ter escolhido criar um mundo diferente em que pessoas diferentes seriam salvas. O arminiano não consegue escapar da eleição soberana. Em certo sentido, o arminiano ainda é um calvinista, ainda que um “calvinista anônimo”.
Claro, o conhecimento médio é uma bobagem. É semi-pelagiano. Ele se rende ao deus da liberdade humana e torna Deus um servo dos homens. Mas, mesmo quando isso é feito, o arminiano não pode escapar de uma forma de calvinismo onde, em última análise, Deus elege com base em sua escolha soberana. Não surpreende, então, que tantos arminianos tenham se tornado socinianos ou virado teístas abertos. Ou eles se voltam para Leibniz e argumentam que Deus escolheu este mundo porque é o melhor de todos os mundos possíveis.

5 razões pelas quais adolescentes precisam de Teologia

young woman lying on grass in garden reading books



por Jaquelle Crowe

O mundo pode ser muito confuso para os adolescentes. Estamos crescendo em um contexto de mudança moral, em que os desafios mais urgentes e os críticos culturais em destaque estão sempre mudando e em conflito. Nós vemos escândalos, terrorismo, Trump, nova ética sexual e intensas tenções raciais. Então, pensamos: o que devo pensar sobre tudo isso?
A sociedade secular dá suas respostas, que nunca são compatíveis com cosmovisão cristã.
Eu vejo uma melhor ferramenta para encontrar respostas para as perguntas dos cristãos adolescentes, como eu: teologia.
Por que teologia para adolescentes?
Tenho certeza que você sabe o que teologia é. Mas, às vezes, as pessoas têm visões obscurecidas de algumas palavras por causa de experiências passadas. Quero que saiba que estou falando da mais simples definição de teologia: o estudo sobre Deus.
Como seguidora de Jesus, eu acredito que estudar o caráter de Deus é o que os adolescentes precisam para encararmos nosso terrível e complicado mundo.  Isso é o que nos dará esperança para lidarmos com nosso futuro, tendo um firme comprometimento com a verdade de Deus.
Deixe-me explicar como a teologia responde nossas grandes questões e vai ao encontro de nossas maiores necessidades. Claro, isso será apenas um breve começo, mas já é o primeiro passo.
  1. Estudar a justiça de Deus nos equipa para fazermos o que é certo
Na Palavra de Deus, nós descobrimos que Deus odeia o mal (Zacarias 8.16-17) e ama a verdade. Ele se importa com os oprimidos e desamparados. Ele valoriza todas as vidas.
Saber do caráter de Deus dá aos adolescentes a direção de como fazer justiça também. Faz com que nós lutemos pelos oprimidos e sem voz, e falemos contra a injustiça que vemos. Mostra a importância de nos colocarmos sob as autoridades levantadas por Deus – nossos pais, pastores, professores e governantes. E isso alimenta nossa obediência à palavra de Deus, como padrão último de justiça.
  1. Estudar o amor de Deus nos dá a base para nossos relacionamentos
Deus ama seu povo incondicionalmente (Neemias 1.5; João 16.27). Ele não demonstra favoritismo, e seu amor nunca é egoísta. Nem pode ser parado e não se esgota, pois ele é imerecido.
Conhecer o caráter de Deus compele os adolescentes a amarem ao próximo, por causa do amor de Deus por nós. Ele nos compele a amarmos aqueles que são difíceis de serem amados – desde o Estado Islâmico aos que fazem bullying na escola -, mesmo que odiando o pecado. Ele nos compele a lutar contra o racismo, sexismo e outros “ismos” que minam o valor inerente de todos os seres humanos. Ele nos compele a termos compaixão e misericórdia.
  1. Estudar a santidade de Deus revela quem nós somos e qual é o nosso propósito
Uma vez que Ele é supremamente perfeito e totalmente separado de nós (2 Samuel 22.31), Deus odeia o pecado (Amós 6.8). Agarrar a beleza de sua santidade, ajuda os adolescentes entenderem o nosso próprio pecado e a necessidade de estarmos constantemente lutando contra ele. Dá-nos uma perspectiva mais bíblica e realista do mundo. Ela nos leva a nos arrependermos de nossos pecados e procurarmos prestarmos conta aos mais velhos e mais sábios. Ela também demonstra para nós como buscar ativamente a santidade – nas mídias sociais, na escola, no trabalho, com os pais e amigos e em todas as esferas da vida.
  1. Estudar a soberania de Deus nos dá a resposta em meio à confusão cultural
Deus não é caótico, caprichoso e imprevisível; ele está no perfeito controle do universo (Atos 2.23). Saber dos atributos de Deus, faz com quem os adolescentes não cresçam desanimados com o mundo. Quando a política parece sem esperança, quando os terroristas atacam ou quando tiramos uma nota injusta, nós adolescentes podemos nos contentar nessas circunstâncias, pois Deus reina. Quando perguntamos “Por que isso está acontecendo comigo?” ou “Será que Deus se importa com minha vida?”, sua soberania é a nossa resposta. C.S. Lewis explicou bem isso:
“Agora eu sei, Senhor, porque não me respondes. És a própria resposta. Perante tua face, as dúvidas desaparecem. Haveria outra resposta que satisfizesse?”
  1. Estudar a bondade de Deus nos conforta quando sofremos
Deus não é mal. Ele não é um estraga prazeres, brincando com nossas vidas, como em um cruel jogo de tabuleiro (Marcos 10.18). Ele é completamente bom, totalmente amável, e, sempre, faz o que é certo e o que é melhor para nós.
Conhecer o caráter de Deus dá aos adolescentes uma rocha firme para a fé, durante o sofrimento. Adolescentes podem ter paz sobre o futuro incerto. Podemos ter certeza da nossa salvação e combater as pressões que as dúvidas trazem. Podemos confiar em Deus em nossas confusões, problemas e falhas com uma segurança inabalável de sua bondade.
Ensina-nos o que precisamos
Eu tenho 18 anos. Estudei e fui ensinada sobre teologia durante toda a minha vida. Isso me forneceu algumas coisas: um rico relacionamento com Deus; um relacionamento mais forte e submisso com meus pais; um discernimento maior nos relacionamentos com meus amigos; uma abordagem mais edificante às mídias sociais; um desejo zeloso em fazer meu melhor na escola; uma cosmovisão bíblica; uma maior visão sobre o meu futuro; uma maior paixão por seguir a Deus, custe o que custar.
Eu quero essa vida para todos os adolescentes, e eu acredito que você também. Então, pais, pastores, líderes de mocidade, membros da igreja, por favor, ensinem teologia para nós. Mais do que qualquer coisa, nós precisamos conhecer a Deus. Ele é a resposta para as nossas dúvidas, a solução para nossos problemas, o único que merece nossa adoração e confiança.
Nós precisamos dele, o que significa que precisamos ser ensinados sobre ele.
O que significa que precisamos de teologia.
Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
http://reforma21.org/artigos/5-razoes-pelas-quais-adolescentes-precisam-de-teologia.html

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tudo posso naquele que me fortalece

William MacDonald
“...tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
É muito fácil entender mal um versículo assim. O lemos e imediatamente pensamos em centenas de coisas que não conseguimos fazer. No mundo físico, por exemplo, pensamos em alguma acrobacia ridícula que exigiria poderes sobre-humanos. Ou pensamos em alguma grande proeza mental que está muito além de nós. Então estas palavras se tornam uma tortura para nós, ao invés de um conforto.
O que o versículo na verdade quer dizer, claro, é que o Senhor nos dará poder para fazer qualquer coisa que Ele queira que façamos. Dentro do círculo da Sua vontade não há impossibilidades.
Pedro sabia deste segredo. Ele sabia que, por si só, não poderia andar sobre as águas. Porém, também sabia que se o Senhor lhe havia dito para fazê-lo, ele conseguiria. Assim que Jesus disse “Venha”, Pedro saiu do barco e caminhou sobre as águas até Ele.
Normalmente uma montanha não vai se lançar ao mar ao meu comando. No entanto, se esta montanha estiver entre mim e o cumprimento da vontade de Deus, então posso dizer “Saia do caminho” e ela o fará.
O ponto central é que “Sua vontade é Sua capacidade”. Portanto, Ele proverá a força para enfrentarmos qualquer desafio. Ele me capacitará para resistir a cada tentação e vencer cada hábito. Ele me fortalecerá para ter uma vida de pensamentos limpos, motivos puros e para sempre fazer aquilo que agrada ao Seu coração.
Se não tenho forças para fazer algo, se me vejo ameaçado por um colapso físico, mental ou emocional, então eu talvez deva questionar-me se por acaso entendi mal Sua vontade e estou seguindo meus próprios desejos. É possível fazer para Deus o que não é de Deus. Tais obras não carregam a promessa do Seu poder.
Por isso é importante saber que estamos seguindo a corrente do Seu plano. Então podemos ter a alegre certeza de que Sua graça irá nos sustentar e capacitar.

William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

10 coisas que você deveria saber sobre os atributos de Deus


por Mark Jones

  1. Deus é simples.

O que isso significa é: Deus é livre de toda composição; Ele não é a soma de suas partes. Não há uma coisa e outra em Deus. Pelo contrário, Deus é tudo quanto há em Deus. Ele é absoluto, o que significa não há distinções em seu ser.
  1. Quando falamos de seus atributos, devemos ter em mente que, porque sua essência permanece indivisa, sua bondade é seu poder.

Ou: o amor de Deus é seu poder que é sua eternidade que é sua imutabilidade que é sua onisciência que é sua bondade e assim por diante. Em outras palavras, tecnicamente não existe algo como atributos (plural), mas somente a essência simples e indivisa de Deus. Por que isso é importante? A simplicidade de Deus nos ajuda a entender que existe perfeita consistência nos atributos de Deus.
  1. Deus é infinito.

A infinidade de Deus é como um “metra-atributo”, como a simplicidade, no sentido de que qualifica todos os outros atributos. Infinidade significa que não há limite nas perfeições de Deus. Quando consideramos os atributos de Deus, devemos sempre considerá-los infinitos. Sua infinidade é um conceito positivo, de forma que devemos dizer que seus atributos são intensiva e qualitativamente infinitos. A infinidade de Deus é o sentido mais elevado de perfeição. “Ainda por concluir” (ou “indefinido”) é uma maneira imprópria de entender o infinito com relação a Deus. Pelo contrário, sem limites, graus ou fronteiras, Deus conhece infinitamente e é uma esfera cujo centro está em todos os lugares e a circunferência em lugar algum. Ele está tão presente em nosso meio quanto está longe de nós no universo. Todavia, embora ele esteja presente em um lugar, ele nunca está confinado a algum lugar.
  1. Deus é eterno.

Primeiro, sua eternidade é diferente do estado eterno experimentado por humanos ou anjos, os quais foram todos criados no tempo. O tempo tem um começo com uma sucessão de momentos, mas Deus não tem começo, sucessão de momentos ou fim. A eternidade de Deus revela sua natureza atemporal e imutável (porém não estática). Como os teólogos do passado argumentaram, a declaração “o tempo começou com a criatura” soa mais verdadeira que “a criatura começou com o tempo”.
  1. Deus é imutável.

Deus é o que ele sempre foi e será (Tiago 1.17). Por causa de sua simplicidade, sua eternidade requer sua imutabilidade. A eternidade diz respeito à duração de um estado, enquanto imutabilidade é o próprio estado. Imutabilidade em Deus significa não somente que ele não muda, mas também que ele não pode mudar (Sl 102.26).
  1. Deus é independente.

A independência de Deus é sua suficiência. A partir de sua autossuficiência há dons o bastante, naturais e sobrenaturais, para satisfazer todas as criaturas que já vieram à existência. O Pai, o Filho e o Espírito Santo satisfazem um ao outro. Porque fazem isso eterna e imutavelmente em amorosa comunhão, eles podem satisfazer outros com quem eles têm comunhão em amor. Se houvesse mundos infinitos de criaturas amorosas, todas desejando felicidade em Deus, ele poderia tão facilmente abençoar todas como abençoar uma. Ele é todo vida, de forma que todos fora dele derivam vida dele.
  1. Deus é onipotente.

Ao discutir o poder de Deus, os teólogos tipicamente distinguem entre seu poder absoluto e seu poder ordenado. Poder absoluto refere-se ao que Deus pode possivelmente fazer mas não necessariamente faz. Ele poderia criar um bilhão de mundos de criatura vivas, e decidir não criar. O poder ordenado de Deus denota o que ele realmente decretou de acordo com sua vontade e, então, providencialmente cumpre. Com esse vocabulário, não estamos estabelecendo dois poderes distintos em Deus, mas entendendo sua onipotência por meio da aplicação (poder ordenado) e não-aplicação (poder absoluto). O poder de Deus também deve ser entendido como “governado” por ou exercido de acordo com sua natureza. Seu poder deve ser um poder bom.
  1. Deus é amor.

Há três tipos de amor externo exercidos por Deus:
  • O amor universal de Deus por todas as coisas: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Sl 145.9). Mesmo as criaturas da terra são beneficiárias do amor de Deus.
  • O amor de Deus por todos os seres humanos, eleitos e réprobos: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.44-45). Deus ainda ama uma pessoa que o odeia e rejeita, garantindo-lhe até a capacidade de manifestar esse ódio em pensamentos, palavras e ações.
  • O amor especial de Deus por seu povo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9).
  1. Deus se relaciona conosco antropomorficamente.

Quase tudo o que pertence aos seres humanos nas Escrituras também é atribuído a Deus. A Bíblia fala da “face” de Deus (Ex 33.20), dos “olhos” e “pálpebras” (Sl 11.4), “ouvido” (Is 59.1), “narinas” (Is 65.5), “boca” (Dt 8.3), “lábios” (Is 30.27), “língua” (Is 30.27), “dedo” (Ex 8.19) e muitas outras partes do corpo. A Bíblia é antropomórfica de capa a capa. Deus acomoda-se a nós na Escritura e, às vezes, apropria-se de um vocabulário que nos ajuda a entender certas verdades sobre ele.
  1. Os atributos de Deus brilham mais claramente na pessoa e obra de Cristo.

Ele é a imagem do Deus invisível. Cristo revela o Pai a seu povo. Na vida, morte e ressurreição de Cristo, vemos os atributos de Deus manifestos por toda a parte. Conhecer a Deus é conhecer a Deus por meio de Jesus Cristo.
Traduzido por Reforma21 | Reforma21.org | Original aqui
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sábado, 17 de junho de 2017

O MUNDO ESTÁ DOENTE E AGONIZA

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“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm 3.1).

​O mundo foi atingido por uma enfermidade mortal desde que o pecado entrou em nossa história, com a queda dos nossos pais. Mas, essa enfermidade aguda, agônica, endêmica e sistêmica está produzindo no mundo gemidos pungentes e sofrimento atroz. O mundo agoniza.
​O apóstolo Paulo, descreve esses últimos dias com cores fortes. Esses últimos dias chegaram com a vinda de Cristo e terminarão com a volta de Cristo. Entre a primeira e a segunda vinda de Cristo esses dias têm ficado cada vez mais difíceis, cada vez mais turbulentos, cada vez mais ameaçadores e furiosos.
​A palavra “difíceis”, usada por Paulo no texto em epígrafe, significa “furiosos”. É a mesma palavra usada para descrever o endemoninhado gadareno. Vivemos dias furiosos. Há uma violência incomum imperando entre as nações. O terrorismo multiplica suas vítimas todos os dias. Sangue e mais sangue é derramado sem qualquer respeito à vida. As guerras se espalham apesar dos tratados de paz. A inquietação entre as nações aumenta apesar dos esforços diplomáticos. A violência cresce nas ruas apesar da repressão da lei. O investimento em armas de destruição cresce apesar do esforço do desarmamento.
​Os últimos dias não são apenas furiosos, mas também, são marcados por uma influência satânica. Os homens, loucamente, sacudiram de si o jugo de Deus. Baniram de suas escolas o nome de Deus. Varreram de suas Constituições os preceitos da palavra de Deus. Jogaram para o fosso do esquecimento o nome de Deus. Uma geração que despreza Deus abre caminho para a influência satânica, pois o humanismo idolátrico é de inspiração satânica. Quando o homem empurra Deus para a lateral, para ocupar o centro do mundo, está apenas fazendo o jogo daquele que sempre quis ocupar o lugar de Deus.
​Esse arqui-inimigo de Deus é maligno, mentiroso, ladrão e assassino. Seus planos são perversos. Suas palavras são enganosas. Suas ações são devastadoras. Onde ele age, prevalece a mentira. Onde ele põe sua mão perversa, há rapinagem e morte. A influência demoníaca está presente em todos os setores da sociedade. Sua sordidez pode ser vista na política, na economia e na religião. Sua influência maligna é notória na educação, no cinema, na televisão e nas redes sociais. O pensamento humano foi afetado por essa influência diabólica. As filosofias humanas e os sistemas de governo foram contaminados por esse fermento perigoso. As artes, a música, o teatro e as expressões culturais de diversão foram infiltrados por esses pensamentos contrários à dignidade e à santidade da vida. Os esportes, as correntes de pensamentos, os sistemas econômicos e a própria religião não escaparam dessa perversa influência. Os homens tornam-se cada vez mais egoístas, avarentos, soberbos, blasfemadores, irreverentes, violentos, traidores. Amam mais a si mesmos do que ao próximo. São mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Não respeitam aos pais nem às leis. Não têm domínio próprio. Vivem rendidos aos vícios e aos seus desejos mundanos.
​O apóstolo Paulo alerta-nos, dizendo: “Sabe, porém, isto…”. A ignorância é a arma predileta do maligno. Ele é o pai da mentira. Quem não tem olhos para ver nem ouvidos para ouvir, tem uma mente aberta à mentira, é cativo do engano e escravo da obscurantismo. Quem não discerne a malignidade do sistema é porque já faz parte dele. Já foi domesticado por ele. Sucumbiu a ele.
​É tempo de acordarmos desse torpor. É tempo de rogarmos a Deus para lançar luz em nossas trevas. É tempo de sermos regidos pela verdade de Deus e não pela mentira de Satanás. É tempo de nos inconformarmos com este século para nos conformarmos com a vontade de Deus.
Rev. Hernandes Dias Lopes

http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/o-mundo-esta-doente-e-agoniza/

A Europa Novamente em Contradição



Peter Martino
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas por aquilo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
É um padrão familiar. Sempre que um terrorista comete uma atrocidade, seus apologistas começam a culpar a sociedade ou, ainda pior, as vítimas. Conseqüentemente, não surpreende que, após Mohamed Merah, um francês jihadista descendente de argelinos, ter matado um rabino e três crianças judias em Toulouse (março de 2012), alguns imediatamente culparam os judeus.
Merah gravou em vídeo, a sangue frio, como perseguiu uma garotinha de oito anos por um playground na escola e a assassinou com três tiros na cabeça, e como executou o rabino Sandler e seus filhinhos de três e de seis anos. Mesmo assim, alguns não hesitaram em comparar seus atos a operações militares do exército israelense em Gaza.
Só isso já seria suficientemente chocante, mas o fato de a comparação ter sido feita pela chefe da política externa da União Européia (UE) torna as coisas muito piores. E, assim mesmo, depois de comparar as crianças judias que foram intencionalmente assassinadas em Toulouse com jovens vítimas palestinas dos ataques aéreos defensivos do exército israelense em Gaza, Catherine Ashton, a Alta Representante da União Européia Para Política Externa e de Segurança, ainda está no cargo. Nenhum dos 27 governos dos Estados-Membros da UE solicitou que ela renuncie.
Os políticos israelenses reagiram com indignação à comparação feita por Ashton. As observações dela, entretanto, não são nada surpreendentes tendo em vista seu passado como ativista, pertencente ao grupo “Blame the West First” [Culpem Primeiro o Ocidente]. Algumas pessoas, quando confrontadas com comportamento sociopata, colaboram com ele ou buscam argumentos para provarem que não se trata realmente de um sintoma de desordem emocional, mas de uma tentativa de corrigir uma injustiça que alguém cometeu.
A UE critica Israel freqüente e abertamente. Seus relatos sobre Israel são muitas vezes injustos e tendenciosos. Como Israel é um país ocidental, é odiado por elementos anti-ocidentais na UE, que mostram os palestinos como vítimas permanentes da agressão israelense.
Os americanos não parecem estar conscientes do que está acontecendo, mas pessoas com um passado anti-ocidental controlam mais de um terço das posições mais importantes da UE. Catherine Ashton começou sua carreira política no início dos anos 1980, quando foi tesoureira da Campanha Para o Desarmamento Nuclear (CDN), a principal organização britânica de pacifistas, e que, de acordo com o ex-dissidente soviético Vladimir Bukovsky, estava na folha de pagamento da União Soviética. Ela aparentemente ainda aprova essas políticas desacreditadas e potencialmente autodestrutivas – evidentemente ainda tão cega ao abuso totalitário do poder quanto era três décadas atrás. Ela é tão incapaz de ver a natureza autocrática do islamismo hoje quanto era incapaz de ver a natureza autocrática do comunismo naquela época.
A revista The Economist escreveu em 2010, quando Ashton foi designada como chefe do Departamento de Política Externa da UE: “Imaginem uma Europa dos anos 1980, em que a CDN havia triunfado (...) rendendo-se à pressão do Kremlin e fortalecendo o império do mal. (...) Dada a história de assassinatos em massa, subversão e engano da União Soviética, é impressionante que até mesmo uma associação tangencial com as causas apoiadas pelos soviéticos no passado não levante (...) indignação moral”.
Não houve análise rigorosa das observações de Ashton naquela época; não há análise rigorosa das observações atuais de Ashton.
Infelizmente, Ashton não está sozinha. Dez dos 27 membros da Comissão Européia, a executiva da UE, estavam do lado do domínio totalitário repressivo durante a Guerra Fria. Ou eles eram membros do aparato do Partido Comunista ou eram socialistas marxistas ocidentais, que consideravam o Ocidente tão ruim quanto a União Soviética.
Dois dos atuais comissários da UE eram membros do Partido Comunista Soviético (o estoniano Siim Kallas e o lituano Andris Piebalgs), dois eram membros do Partido Comunista Tchecoslovaco (o tcheco Stefan Füle e o eslovaco Maros Sef­covic), um era membro do Partido Comunista Iugoslavo (o esloveno Janez Potocnik), uma era membro do Partido Comunista Grego (Maria Damanaki) e um era ex-membro do Partido Maoista Português (o presidente da Comissão da UE, José Manuel Barroso). Dois outros eram social-democratas marxistas, próximos do Partido Comunista (o húngaro László Andor e o espanhol Joaquín Almunia) e uma, Catherine Ashton, era ativa em uma “organização pacifista” patrocinada pelos soviéticos, que tentava impedir o Ocidente de se defender contra a agressão da URSS.
À parte de uma tentativa vã de Gerard Batten, membro britânico do Parlamento Europeu, de impedir a designação, em 2010, de delegados da UE que “tenham sido associados a regimes opressivos” ou que “tenham participado de governos ou de movimentos políticos não-democráticos”, ninguém pareceu se importar que um terço dos membros da Comissão Européia seja de ex-colaboradores de um regime que chacinou 20 milhões de seu próprio povo sob Josef Stalin. Hoje, Israel está pagando o preço por essa falta de análise rigorosa por parte dos europeus.
Depois que Ashton foi criticada por políticos israelenses por fazer a comparação Toulouse-Gaza, ela expressou sua “tristeza pela distorção de minhas observações”. Em vez de se desculpar, ela culpou seus críticos por “distorcerem” sua mensagem. Entrementes, ela manipulou a transcrição de suas observações, acrescentando à versão online de sua fala uma referência às crianças israelenses em Sderot, que foram vítimas de literalmente milhares de ataques com foguetes palestinos. Se milhares de foguetes caíssem, ano após ano, nos subúrbios de Bruxelas ou de Florença, o que você recomendaria aos residentes: que recompensassem o adversário abandonando as cidades? Em qualquer caso, a versão online anterior da transcrição não fazia nenhuma referência a Sderot.
Confrontados pelas aspirações de expansão dinâmica do islamismo, manifestadas sem rodeios, pessoas como Ashton e as que a designaram para o cargo, mostram a mesma cegueira enganosa que demonstraram três décadas atrás quando confrontadas pela natureza repressiva do comunismo.
Enquanto Ashton culpou Israel, Tariq Ramadan, professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Universidade de Oxford, denominado a voz do islamismo moderado europeu, culpou a França. Ramadan escreveu em seu site que Merah se tornou um terrorista “depois de ter sido um cidadão destituído da verdadeira dignidade”. O islamismo não teve nada a ver com isso, afirma Ramadan. A França deve ser culpada porque “um número substancial de cidadãos franceses [de origem islâmica] são tratados como cidadãos de segunda categoria”.
O artigo de Ramadan é uma outra tentativa de culpar as vítimas pela atividade criminal perpetrada contra elas, desta vez em sua condição de cidadãos franceses, em vez de como judeus. Um professor de Oxford escrever tal artigo é uma vergonha e um insulto a todos os membros da comunidade da Universidade de Oxford. É, entretanto, como antes, improvável que alguém daquela universidade proteste contra isso.
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas – seja por tentativas de repelir a depressão por meio da agressão, seja por paranóia, inata ou induzida, seja pela excitação em maltratar fisicamente a si mesma ou a outros, o que é conhecido como sadomasoquismo – pelo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
Oitenta anos atrás, os europeus passaram por esse mesmo processo. Como disse Mark Twain: “A história nunca se repete, mas freqüentemente rima”. Mais uma vez – exatamente como fizeram durante a inquisição do Terceiro Reich – os europeus estão fracassando, devido à ignorância, pelo desejo de não tomar conhecimento, ou de não querer confrontar o objeto da desordem emocional, especialmente inflamado diariamente não apenas pelos ensinamentos ideológicos que buscam conspicuamente incitar o ódio, mas também com a cumplicidade de uma imprensa européia cada vez mais reminiscente de Der Stürmer (semanário nazista de incitação contra os judeus). Mais uma vez, os europeus, por seu próprio fracasso, estão tentando fazer com que os judeus paguem o preço. (Peter Martino - www.gatestoneinstitute.org — www.beth-shalom.com.br)

sábado, 13 de maio de 2017

Isto é uma ordem!

Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Salmo 27.14).
“Ó minh’alma espera no Senhor; tudo a ele entrega, com prazer te ajudará. Se tudo falhar, ele não o abandonará, maior que o teu Salvador jamais o teu problema será!” (Friedrich Räder). Esse cântico eu sempre cantei com profunda convicção. No entanto, quando a alma passava por dias nublados eu sempre sentia como é difícil esse “esperar”. Mesmo assim, fico feliz que a expressão “esperar no Senhor” é encontrada tantas vezes na Bíblia.
Espera no Senhor!” Esperar, na verdade, é algo mais do que simplesmente aguardar para ver como fica a situação. Esse esperar significa dirigir toda sua expectativa exclusivamente para a intervenção salvadora de Deus. Esperar é o olhar suplicante para aquele de quem nos vem toda a ajuda. Quem espera tem um anseio. Seus pensamentos estão voltados para a solução salvadora. Mesmo que ele esteja ameaçado de submergir no lamaçal das circunstâncias, ele mantém firmemente em suas mãos a bandeira da expectativa da vitória.
O rei Davi, que de fato passou por todos os desfiladeiros de sofrimentos e horrores, reconhece a fidelidade de Deus: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão” (Salmo 37.25). Não, nós não cremos apenas numa nuvem azul qualquer. Nós temos múltiplas promessas de Deus de que ele nunca nos abandonará. Por isso podemos contar seguramente com nosso Deus Onipotente, pois dele está escrito: “Pois nada é impossível para Deus” (Lucas 1.37). Mesmo que a matemática de nossa vida seja muito complicada e cause sérios problemas à nossa paciência, Deus nos exorta a esperarmos pela sua salvação.
Por isso, espere com fé e, com a inocência de uma criança, conte com a ajuda de seu Pai celestial. Querido filho de Deus, o Senhor tem soluções preparadas também para você. A sua situação não é complicada demais para o Senhor Jesus. Mesmo que agora milhares de ideias o atormentem, como se fosse granizo batendo sobre o telhado metálico de sua alma – suporte esse ruído ensurdecedor! Espere no Senhor! Quem está tentando lhe sussurrar que seu caso não tem solução? Quem lhe disse que suas dificuldades são muito grandes para o seu Deus? Talvez tenha sido o Senhor Jesus? Não, nunca! Muito pelo contrário! Você esqueceu que o espaço aéreo da sua alma é determinado a partir da torre controladora de Deus? Nossa fé não é um voo cego. Todavia, sem tentações não há batalhas de fé! Nós nos encontramos incessantemente numa batalha espiritual defensiva para resistir ao Diabo.
Esse esperar significa dirigir toda sua expectativa exclusivamente para a intervenção salvadora de Deus.
Você também conhece isso? Você se alegra em poder dormir aquele soninho após o almoço! Nada disso! Aquela mosca na sua janela já detectou seu lábio em seu visor. Enquanto você tenta um cochilo, ela pousa exatamente no local que acaba com os seus sonhos. Gostaria de ver alguém que, nesse detestável ataque, não sofre um abalo em seu nível de adrenalina. O descanso se foi. Cadê o mata-moscas?
Quantas vezes há “moscas” de pensamentos ímpios atrapalhando e inquietando nossa alma! E você espera que elas o deixem em paz? Que elas tenham consideração com você? Elas nunca o farão! Não, isso não funciona sem reação, por isso é preciso usar o “mata-moscas espiritual”. Não devemos permitir que os pensamentos perversos se transformem em espíritos atormentadores e que nos roubem a paz de Deus. Por isso, permaneça em “estado de alerta de fé”! Lembre-se constantemente das promessas de Deus ao invés de se torturar com ideias ímpias de “mas, se”, ou “será que Deus disse?”. Não obscureça sua alma com desconfiança diante de seu Pai celestial. — Manfred Paul
Manfred Paul é autor de muitos livros, folhetos e brochuras que foram distribuídos em mais de 30 países, encorajando milhões de pessoas. Casado há mais de 50 anos, tem 3 filhos e 10 netos. Foi Diretor e encarregado das missões da organização internacional Janz Team (agora TeachBeyond), em Lörrach, Alemanha. Por 24 anos foi evangelista e líder espiritual da missão Werner Heukelbach, onde pregou na Alemanha e no exterior. Também participou de transmissões de rádio em diversos países, como Alemanha, Rússia e Equador. Aos 76 anos, ele não pensa na bem merecida aposentadoria. Toda a sua vida está a serviço do Senhor Jesus Cristo.